Magia arte da fazer acontecer

NOVOS ADPTOS DE SATÂ

 

 

Novos adeptos de Satã

 

O incrível desenvolvimento de novas seitas no fim do século passado é um fato de sociedade. O sucesso de seu desenvolvimento pode explicar por uma necessidade muito crescente de um espiritualismo num mundo que dela tem pouco e que oferece grandes respostas à angustia metafísica. Este desenvolvimento encontra-se mesmo em uma explicação secundária na atração dos dogmas exóticos ou simplesmente interditos enquanto que as igrejas tradicionais se secularizam por assim dizer cada vez mais, principalmente as evangélicas que mal digeria certas reformas ainda que a respeito deste assunto tão polêmico. Todavia não devemos nos exagerar a amplitude do fenômeno. Se bem que as seitas se tenha multiplicados, toda a história da igreja revela uma luta constante contra os dissidentes que se afastaram a fim de constituírem comunidades císmaticas. Todavia é verdade que desde há uns trinta anos este fenômeno se tornou uma nova dimensão. O mais surpreendente é a proliferação no mundo ocidental de igrejas dedicadas a Satã e cujos adeptos recentes praticam abertamente a bruxaria sem o mínimo conhecimento em magia branca ou negra. A evolução do satanismo para um retorno ao paganismo, construído nos estados Unidos, é característica de uma profunda corrente de pensamento. Este desenvolvimento está intimamente ligado ao antecedente sócio histórico. O primeiro colono pertencia a grande maioria em seitas protestantes e viam em todo o comportamento marginal a obra do maligno. O processo das infelizes jovens de Salem condenadas à fogueira em 1692, diz muito da sua intransigência. Ao longo das gerações este puritanismo afundou-se consideravelmente, mas que marcou uma certa camada da população. Depois entrando no que os sociólogos chamaram de sociedade do consumo, confundindo em uma famosa fórmula, “felicidade e bem estar”. Os americanos enterraram-se numa sociedade artificial que esmagava o indivíduo, o pesadelo climatizando de Henry Miller. O acordar que foi brutal acabou por se manifestar nos anos 70. Os primeiros sintomas foram o desenvolvimento extraordinário das psicoterapias de todo o gênero, até a mais delirantes, a moda da droga, a abundância das seitas promovendo uma nova espiritualidade de fachada e, sobretudo uma tremenda desconfiança para com a tecnologia. É sobre este background que assistimos ao renascimento de certo agrupamento – e não seitas – voltado à chamada feitiçaria moderno. A bruxaria tipo Wicca é saudável e bem próxima à mãe natureza na medida em que procura catalisar as grandes e enormes correntes cósmicas. O seu homólogo é mais pelo paganismo puro. Ora o paganismo é na realidade a dimensão religiosa da ecologia. Até o século X de nossa era, alguns herdeiros do passado perpetuaram um paganismo essencialmente grego, mas com fortes empréstimos dos velhos e antigos mitos egípcios. Na base de sua crença havia a convicção de que os homens eram regidos por correntes invisíveis ligando-os aos astros, daí o recurso à magia tanto branca como negra a astrologia, únicos meios segundo eles de descobrir aquelas correntes, e que no qual atesto firmemente. Uma das deusas muito veneradas pelos modernos é a grande deusa mãe que identifica sob certos aspectos é a Isthar – Vênus, polo feminino. O “Festival de Vênus”, cujo objetivo se não único é o de estabelecer a bipolaridade perdida da androginia original é a sua principal cerimônia. É notável que quase todo estes agrupamentos se refiram mesmo à mitologia Egípcia ou Babilônia, mas recusando as divindades que não tem equivalência grega ou mesmo latina. Explica-ser assim o culto devotado a poderosa Ísis pois a deusa corresponde a Isthar. E deste modo, produz um curioso sincretismo entre os valores espirituais do antigo mundo mediterrâneo e a herança cultural anglo-saxônica de origem céltica. Assim assistimos ao começo de uma junção entre dois universo, duas concepções do lugar no Universo. Em presença desse renascimento estamos bem longe da bruxaria tradicional dos seus rituais confusos e cheios de justificativas, dos demonólogos e supostos magos com suas obras infrutíferas. Mas, contudo trata-se de uma corrente de pensamento que entende assumir a herança da bruxaria com tudo o que inclui. Alias voltando ao falso satanismo quero deixar bem claro que tais rituais de sacrifício com seres humanos envolvendo crianças etc e tal como temos assistido na televisão, nada haver com rituais praticados por verdadeiros magos que detém o conhecimento na tradição mágica universal. Os tais que realizam sacrifícios envolvendo crianças, seres humanos são praticados por psicopatas, desequilibrados que segundo eles próprios buscam emoções fortes, sendo estas emoções buscadas por seres humanos se podemos chamar assim, pessoas ignorantes as leis divinas, que ao desencarnarem serão levados às regiões abismais e serão violentamente castigados e chicoteados por Asmodeus (que representa a ira de Deus, aquele que acusa, o destruidor, anjo pertencente a arvore da vida na polaridade negativa geborah, a severidade e disciplina ).

 

SACERDOTE SANDNOKAN

© 2010 Todos os direitos reservados.

Crie um site gratuitoWebnode