Magia arte da fazer acontecer

ORIGEM E NASCIMENTO DA MAGIA

 

ORIGEM E NASCIMENTO DA MAGIA

 

A propósito da herança das religiões arcaicas, dissemos que tudo leva a crer que o homem pré histórico tinha segredado um ensinamento religioso da observação dos ciclos naturais. Esta concepção implica a crença em forças espirituais que encontramos também nos ocultistas sob forma divinizada de “fluídos”. Daí o desejo de captar estas forças, de canaliza-las Para poder atuar. Queremos dizer praticar a magia branca ou negra.  Ao transformar  um pedaço de sílex, de madeira, de osso, chumbo etc, quer dizer algo sem forma e sem utilidade, num objeto capaz de realizar uma transformação acrescentando um poder novo aos poderes ilimitado do homem na sua mão, os metais,madeiras etc os nossos ancestrais atuavam conscientemente como mágicos. Daí extrapolar o material ao espiritual só vai um passo. A descoberta apaixonante do fato de que os objetos naturais podiam ser transformados em ferramentas capazes de influenciar e de modificar o mundo exterior deveria conduzir a outra ideia no espírito do homem primitivo, constantemente a procura de experiências e acordando lentamente para o pensamento a ideia de que se podia muito bem realizar o impossível com ferramentas mágicas, que a natureza podia ser enfeitiçada sem o esforço do trabalho. Os antigos fascinados pelo poder da vontade, que prevê e faz surgir coisas que ainda não são e que só existem como ideias na mente, deviam atribuir um poder ilimitado e de imenso alcance aos atos da vontade. A magia da fabricação das ferramentas levou o inevitavelmente a tentar a estender a magia até o infinito. Também as gravuras advogam em favor da existência da magia nessa época recuada. Com efeito, ninguém podia afirmar que os criadores desta arte atuavam unicamente com objetivo estético. Alias as grutas, com raras exceções nunca serviram como habitação: eram santuários e nada a mais. Em suma podem-se assimilar trivialmente estas pinturas a feitiços tradicionais, a seta pintada atuando exatamente como agulha que o feiticeiro usa em seu vudu. É de bom tom que os pré- historiadores que racionalizam até o excesso negarem esta interpretação sob o pretexto de não se apoiarem em nada. Tal como evangélicos que se negam a afirmar que o cajado de Moisés (Hebreu) não foi uma hipnose, mas sim obra de milagre de deus. Todos os povos da antiguidade admitiram a realidade da magia e praticaram sob as mais diversas formas. Os magos que nós conhecemos hoje por narrações e histórias constituíram na origem uma das seis tribos formando confederação dos Medos e eram especializados na prática da magia, dos sacrifícios e oferendas diversas. Asseguravam progressivamente o monopólio da vida religiosa em si, e apesar das perseguições sob o reino de Dário, conseguiram quase um Estado dentro do Estado. Encarregados de ensinar praticavam igualmente as ciências ocultas e as artes divinatórias em que as mais desejadas era a oniromância ou divinação por sonhos. Entre os magos bíblicos conhecidos temos José filho de Jacó, o profeta Daniel (o da covas dos leões) história conhecida por todos. Bem continuando após a destruição do Império Persa por Alexandre o grande e a conquista Romana, os magos das classes inferiores limitados em práticas de baixa magia, percorreram o Império Romano, alguns não hesitando em expatriar-se em Roma onde seus nomes se tornaram sinônimos de feiticeiros e adivinho. Mas foi todavia na Caldeia que a magia antiga conheceu o seu apogeu. Abaixo do universo dos deuses que lhe escapa, o homem representa pouco e poderia sofrer os excessos divinos se não se preservasse por proteções mágicas. Os egípcios da época Faraônica acreditavam piamente nos poderes da magia. Os seus mágicos eram supostos evocar os gênios maléficos ou mesmo benéficos a fim de subjugarem as forças naturais e exercerem sobre os homens um poder discricionário da vida e de morte.

 

Sacerdote Sandokan

 

BRASIL 17 DE JULHO DE 2.012

© 2010 Todos os direitos reservados.

Crie um site gratuitoWebnode